Técnicos da CASAN participam do Fórum Estadual de Preservação de Água
Profissionais da CASAN acompanharam no dia 19 de março as discussões do Fórum Estadual de Preservação da Água. Participam do encontro realizado no Plenarinho da Assembleia Legislativa a Gerente de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos, Patrice Juliana Barzan, a Chefe da Divisão de Recursos Hídricos, Vanessa dos Santos, e o geólogo Dauzelei Benetton Pereira, da mesma divisão.
A CASAN foi ainda representada por João Maria Teles de Souza, chefe da Agência de Curitibanos e presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Canoas, e pelo administrador Waldemar Ferreira da Silva, da Gerência de Planejamento.
Promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, em parceria com a Comissão de Turismo e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, o fórum possibilitou discussões sobre políticas e gestão de recursos hídricos no Brasil e em Santa Catarina.

Evento foi realizado para marcar o Dia Mundial da Água
Vulnerabilidades
Osman Fernandes da Silva, coordenador da Superintendência de Apoio ao Sistema Nacional de Recursos Hídricos, unidade da Agência Nacional de Águas (ANA), explicou que a gestão das águas no Brasil é composta por 28 sistemas de gerenciamento.
Todos os estados brasileiros contam com órgãos gestores e conselhos estaduais de recursos hídricos. No total, 207 comitês de bacias hidrográficas já foram instituídos no país, o maior número no mundo.
Citando o Mapa de Recursos Hídricos elaborado pela Agência Nacional de Águas em 2010, o palestrante afirmou que o abastecimento de água em Santa Catarina precisará de investimentos da ordem de R$ 600 milhões nos próximos anos.
Entre as áreas críticas destacou a Região Metropolitana de Florianópolis, que demandará em torno de R$ 100 milhões para garantir o abastecimento futuro. A situação é comum em outras regiões metropolitanas do país.
“O recurso hídrico no Brasil está mais disponível onde tem menos gente”, destacou o palestrante. As regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo, exemplificou, têm menos água por habitante do que o semiárido brasileiro, e só conseguem garantir o abastecimento porque importam água através de adutoras.
Silva destacou que, excetuando a região Nordeste, no restante do país não existe cultura de reservação de água para abastecimento humano. O país tem grandes reservatórios de água para geração de energia, não para o consumo da população.
Outra vulnerabilidade em relação aos recursos hídricos são os riscos de inundações, uma ameaça presente em quase 50% da Região Sul. Em Santa Catarina a vulnerabilidade é crítica e atinge 190 dos 295 municípios.
“É preciso enxergar políticas públicas desde a gestão do solo até o fortalecimento dos órgãos de defesa civil, para fazer frente aos desafios. Não se sabe quando vai ocorrer a tragédia, mas se sabe que vai ocorrer, devido à criticidade”, observou, referindo-se ao Vale do Itajaí.
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Lisandrea Costa / Agência AL
Fotos: Solon Soares/AgênciaAL / João Teles/CASAN