Setor de Manutenção e Operação de Água da SRM estuda melhorias para a ETA do Peri
A CASAN está avaliando um novo processo de tratamento para a ETA Lagoa do Peri, unidade que atende 10 bairros e uma população aproximada de 100 mil moradores do Sul da Ilha, em Florianópolis.
Atualmente a unidade funciona com um sistema simplificado, a filtração direta. Esse sistema é caracterizado pela ausência de unidades de floculação e decantação para a água bruta, com sobrecarga dos filtros que retém as impurezas da água.
A avaliação de outras formas de tratamento leva em conta a alteração da qualidade da água da Lagoa do Peri ao longo do tempo, assim como a revisão em 2011 da Portaria 2914, que estabelece padrões de potabilidade e restringiu alguns parâmetros, principalmente em relação à turbidez da água filtrada.
“O objetivo é definir a melhor alternativa em termos de custo e de benefícios entre várias opções existentes no mercado”, explica o engenheiro Bruno kossatz, do Setor de Manutenção e Operação de Água (SOMAG) da SRM.
Estão sendo estudados cinco processos de tratamento: flocodecantação, flocoflotação, filtro disco para pré-tratamento, ultrafiltração e filtração em margem. Todos os trabalhos são realizados em paralelo na própria ETA Lagoa do Peri, sendo que há estudos em colaboração com empresas fornecedoras de equipamentos para tratamento de água e um deles é realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
As avaliações de flocodecantação e de flocoflotação estão sendo desenvolvidos por um estagiário da CASAN, com o apoio do corpo técnico do SOMAG. A pesquisa fará parte do Trabalho de Conclusão de Curso de um estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC.
Os resultados de eficiência obtidos a partir de cada uma das tecnologias serão comparados entre si e em relação ao histórico de testes de qualidade da água realizados a cada duas horas na ETA, com especial atenção ao parâmetro turbidez da água filtrada.
O comparativo de dados será realizado pelo SOMAG, levando em conta critérios como eficiência, qualidade, custo de investimento inicial, custo e facilidade operacional, gerando dados para definição do investimento a ser realizado na melhoria da estação de tratamento.
“Esse tipo de estudo traz maior segurança para a Companhia na tomada de decisão pela tecnologia mais adequada”, complementa Bruno. A expectativa é de que em aproximadamente seis meses seja finalizado o trabalho. Análises semelhantes foram realizadas para a concepção do sistema flocodecantador da ETA Morro dos Quadros.


Diferentes processos estão em avaliação. Fotos: SOMAG/SRM
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