Floripa se Liga na Rede: ausência de caixa de gordura está entre principais inadequações
Quase duas mil inspeções na Barra da Lagoa, Canasvieiras, Ingleses e Lagoa da Conceição – e entre os imóveis com sistemas de esgotos avaliados, mais da metade (51,48%) com inadequações. Relatório parcial do projeto Floripa se Liga na Rede mostra que entre os principais problemas estão ausência de caixa de gordura e caixa de gordura sem sifão. Há também falhas relacionadas à água pluvial conectada à rede de esgotos.
Com a função de coletar e reter resíduo gorduroso do esgoto da cozinha, a caixa de gordura é fundamental para a eficiência dos sistemas de esgotos sanitários. “A ausência pode provocar entupimento das tubulações, causando o extravasamento do esgoto. E esse material com gordura chegando na Estação de Tratamento também compromete a eficiência do tratamento”, explica o engenheiro ambiental João Henrique, da Diretoria de Saneamento da Secretaria de Habitação e Saneamento Ambiental da Prefeitura Municipal de Florianópolis, parceira da Casan na execução do Floripa se Liga na Rede.
Ele explica que no caso de problemas com caixa de gordura, a preocupação se volta principalmente a restaurantes e lanchonetes, em função da grande quantidade de efluente gerado na temporada. A responsabilidade da construção e de manutenção das caixas de gordura é do proprietário, que deve realizar limpeza periódica.
De acordo com João Henrique, de maneira geral as pessoas foram receptivas e entenderam a importância do programa, autorizando a entrada das equipes em suas casas e estabelecimentos comerciais. “O Floripa se Liga na Rede é fundamental para melhorar a condição dos cursos d'água e das praias de Florianópolis. Seus resultados terão impacto sobre a qualidade de vida dos moradores da cidade e o bem-estar dos turistas”, comemora.
Em avalia que nesta nova edição está ocorrendo maior empenho no planejamento das inspeções, na organização dos trabalhos, na tabulação de dados e no acompanhamento do desempenho das equipes por todos os envolvidos: Casan, Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento, Vigilância Sanitária e Fundação Municipal Meio Ambiente (Floram). “Ao longo destes três meses iniciais de trabalho e em reuniões de avaliação já identificamos a necessidade de reciclagens e treinamentos, que vêm sendo realizados para melhoria contínua do programa”, avalia.
Cooperação técnico-financeira
Desenvolvido desde outubro de 2013 em uma parceria entre Casan e Prefeitura Municipal de Florianópolis, o Floripa se Liga na Rede deve chegar a 40 mil inspeções. Cronograma inicial prevê avaliação de 26.700 pontos, mas a equipe trabalha com a estimativa de que 50% das residências e estabelecimentos apresentem inadequações, exigindo retorno das equipes para verificar se o morador corrigiu o problema conforme as orientações.
Por meio do convênio de cooperação técnico-financeira, dez equipes de trabalho atuam no programa, que tem foco na orientação − mas prevê também autuação e multas, caso não sejam providenciadas as correções.
O foco emergencial no primeiro ano está voltado às praias da Daniela, Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus, Vargem Grande, Ingleses, Lagoa da Conceição e Barra da Lagoa, além do bairro do Rio Vermelho. A continuidade deve atender outras áreas de Florianópolis, com integração de dados ao sistema de geoprocessamento de imóveis da Prefeitura. Dessa forma, o programa vai colaborar com o gerenciamento permanente da situação imobiliária com relação às ligações corretas na rede de esgoto, explica o secretário da Habitação e Saneamento Ambiental, Rafael Hahne, que coordena o Programa.
As equipes de fiscalização são integradas por técnicos da empresa licitada e contratada para o serviço, a Avalius - Engenharia e Avaliação, além de técnicos da Casan, Vigilância Sanitária Municipal e da Floram. Ao todo estão sendo investidos R$ 800 mil, repassados pela CASAN ao município para pagamento da empresa especializada nos serviços de inspeção e apoio logístico nas atividades de fiscalização.
“O programa reforça a parceria entre a Empresa e a Prefeitura e a fiscalização dos esgotos irregulares serve para otimizar os investimentos que estão sendo feitos para ampliar a rede de coleta e tratamento em várias regiões da Capital”, destaca o presidente da Casan, Dalírio Beber. Segundo ele, serão cerca de R$ 430 milhões nos próximos três anos, ampliando a cobertura de esgotamento sanitário de Florianópolis dos atuais 56,5 % para 75%.
Saiba Mais:
Para contato com o programa Floripa se Liga na Rede : 3369-1823 / seliganarede.floripa@gmail.com
Evite o uso impróprio da rede de esgotos:
:: Não despeje óleo de cozinha ou gorduras de alimentos na rede de esgoto. A ao se resfriar, a gordura torna-se sólida e forma blocos que entopem as tubulações.
:: Limpe a caixa de gordura ao menos uma vez por semana. A gordura retirada deve ser ensacada e colocada no lixo.
:: A rede de esgotos não foi projetada para receber as águas da chuva. Se houver ligação da rede pluvial à rede, o sistema pode transbordar, causando contaminação, mau cheiro, poluição de mananciais e praias.
_________
Gerência de Comunicação Social da CASAN
Jorn. Arley Reis / (48) 3221-5036 / areis@casan.com.br
Jorn. Carlos Mello Gonçalves / (48) 9101-8946 / (48) 3221 5034
carlosc.mello@uol.com.br / cgoncalves@casan.com.br