[02/04/2015 10:42]
CASAN monitora qualidade do Rio Tavares
|
|
Com projeto para ampliação da rede de coleta e implantação de uma estação de tratamento de esgotos no Sul da Ilha, em Florianópolis, desde julho de 2014 a CASAN monitora a qualidade da água do Rio Tavares.
O objetivo é documentar a condição ambiental desse curso d´água para futuras comparações. “Será uma forma de avaliarmos os ganhos ambientais da coleta e tratamento de esgotos na região”, explica o engenheiro químico Alexandre Bach Trevisan, da Gerência de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Companhia. O acompanhamento é feito a partir da coleta de água em cinco pontos: próximo ao terreno da futura ETE (na localidade de Cachoeira do Rio Tavares, antes do local da futura estação), um pouco depois do terreno em que a unidade será implantada (no futuro ponto de lançamento de efluente), em dois locais próximos à ponte (região mais crítica do rio, antes que ele adentre na Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé) e próximo ao local em que o rio deságua no mar.
Durante 2014 foram realizadas 60 saídas de campo, totalizando quase mil análises nas amostras coletadas. Entre os parâmetros avaliados estão salinidade, turbidez, oxigênio dissolvido (OD), presença de Escherichia coli e demanda biológica de oxigênio (DBO), um dos mais usados para medir poluição.
Também foram calculados os Índices de Qualidade da Água (IQA), que integram diversos parâmetros analisados e geram as classificações de péssimo, ruim, regular, bom ou ótimo.
As análises são realizadas no laboratório de esgotos da Companhia. “Os profissionais desse setor têm sido importantes parceiros no estudo”, destaca Alexandre.
Os resultados mostram que os trechos próximos à ponte do Rio Tavares, com maior ocupação e logo na entrada da Reserva Biológica Marinha do Pirajubaé, são os mais problemáticos. Enquanto na região acima a água é considerada boa (83%) ou ótima (17%), no ponto próximo à ponte as análises comprovam uma condição ruim (67%) ou regular (33%).
“As áreas mais urbanizadas estão mais problemáticas, mas nossa expectativa é de que tenhamos melhoras nos parâmetros da qualidade da água do Rio Tavares depois da implantação do projeto”. Segundo ele, os estudos continuarão depois da construção da ETE, gerando dados de grande importância para a Companhia.
Estimativa de ganho ambiental
Esse é mais um estudo que a CASAN faz com foco na Bacia do Rio Tavares , a segunda maior da Ilha. Profissionais da Gerência de Meio Ambiente também desenvolveram uma análise com o objetivo de obter estimativas de ganhos ambientais com a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário do Sul da Ilha.
O trabalho quantificou e qualificou, em termos de carga orgânica (DBO) e de nutrientes (Nitrogênio e Fósforo), a poluição originada pelos esgotos domésticos, atualmente sem tratamento, gerados nos limites da bacia no período de 2015 a 2030. Foram usados dados de estimativas populacionais oficiais do município de Florianópolis.
Foram também analisados projetos de Sistemas de Esgotamento Sanitário existentes, em implantação e já executados na bacia, bem como nas áreas adjacentes, que exercem influência na qualidade ambiental da região.
O estudo que prevê ganhos ambientais com implantação de esgotamento sanitário na Bacia do Rio Tavares foi apresentado no 25ͦ Congresso Técnico da Associação dos Engenheiro da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
________________________
Gerência de Comunicação Social da CASAN
|




