CASAN implanta Plano de Segurança da Água
O planejamento atende a Portaria nº 2.914/2011, do Ministério da Saúde, que trata dos procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
A primeira fase de aplicação está direcionada ao diagnóstico. No ano passado foram realizados levantamentos técnicos em unidades dos sistemas de abastecimento da Grande Florianópolis (Sistema Costa Leste/Sul), na Região Norte/Vale do Itajaí (em Itaiópolis) e na Região Oeste (Xaxim, Barra Grande, Faxinal dos Guedes, Coronel Freitas e Xanxerê).
Para os primeiros meses de 2014 estão previstas avaliações em Morro da Fumaça (Superintendência Regional de Negócios Sul/Serra), em Rio do Oeste e Santa Cecília (Superintendência Regional de Negócios Norte/Vale do Itajaí) e em Bom Jesus do Oeste e Itá (Superintendência Regional de Negócios do Oeste).
As visitas técnicas têm a participação de integrantes das Agências, das Superintendências, da Gerência de Políticas Operacionais (GPO) e da Gerência de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (GMA). O objetivo é levantar informações, identificar dificuldades e pontos críticos sobre mananciais e sistemas de abastecimento, visando à disseminação de boas práticas operacionais e a adoção de medidas preventivas de gestão de riscos.
Essas são etapas iniciais do trabalho, que deverá gerar subsídios para elaboração de planos de contingência, que ajudarão nas respostas a falhas ou a eventos imprevistos – e os desafios já se tornam claros para as equipes que colocam a proposta em prática.
Desafios
“Uma das primeiras necessidades que sentimos foi desfazer a ideia de fiscalização. O objetivo não é apenas vistoriar e apontar erros. Queremos somar, diagnosticar os problemas e discutir de que forma podemos conjuntamente buscar soluções”, explica a Engenharia Sanitarista e Ambiental Kelly Cristina da Rocha Matos, da Divisão de Planejamento Operacional (DIPLO).
“O Plano de Segurança da Água é uma visão inovadora na área de saneamento, ele depende de avaliações constantes e de uma visão voltada aos processos, não apenas a problemas pontuais”, complementa a engenheira Andreia May, também da GPO/DIPLO.
Segundo ela, diante do desafio que é colocar o Plano em prática, o apoio dos diversos setores envolvidos tem sido fundamental. Um estímulo à continuidade é que os diagnósticos revelam problemas que em grande parte não exigem investimentos significativos para correção.
“A implantação do Plano é difícil, assim como tem sido para outras Empresas de Saneamento do Brasil. A fase de diagnóstico é só uma primeira etapa, para que possamos convidar outros órgãos para participarem do processo, pois o objetivo é chegarmos aos planos de contingência e de emergência, medidas de controle para reduzir ou eliminar os riscos à saúde ”, avalia a bióloga Leda Freitas Ribeiro, que atua na Divisão de Políticas de Qualidade. “A aplicação integral do Plano vai depender da atuação integrada de diversos órgãos, pois o suprimento de água não é uma responsabilidade só da CASAN”, salienta a bióloga.
Manual dá suporte às atividades
Para aplicação do Plano de Segurança da Água a CASAN desenvolveu um Manual de Avaliação de Boas Práticas Operacionais. O documento fornece diretrizes, critérios e requisitos a serem considerados para a avaliação dos mananciais, sistemas de captação e adução, tratamento, reservação e distribuição. Foi organizado para subsidiar os avaliadores, contribuindo para minimizar o caráter subjetivo de alguns requisitos, tornando o processo mais transparente para avaliadores e avaliados.
É utilizada como referência a metodologia de Barreiras de Proteção, adotada pela Empresa Baiana de Saneamento (Embasa). O levantamento é realizado com apoio de planilhas eletrônicas, permitindo pontuações que podem ser calculadas automaticamente, de acordo com pesos previamente estabelecidos.
Saiba Mais
:: A experiência da CASAN com o Plano de Segurança da Água foi aprovado para apresentação no XVI Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, em Lisboa, Portugal.
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Gerência de Comunicação Social da CASAN