Casan contesta testes sobre alumínio na água e tranquiliza população
Sobre as denúncias divulgadas na mídia sobre a qualidade da água distribuída em Florianópolis, a CASAN esclarece que a concentração de alumínio presente em alguns momentos na água distribuída no município de Florianópolis não apresenta qualquer risco à saúde da população. A Empresa faz rotineiramente análises físico-químicas e bacteriológicas na saída das estações de tratamento e na rede de distribuição, conforme estabelece a Portaria nº 2914/2011, do Ministério da Saúde.
Além de monitorar diversos parâmetros em seus próprios laboratórios, a CASAN contrata ensaios semestrais do laboratório CTQ Análises Químicas e Ambientais, que possui acreditação pelo INMETRO na ISO 17025/2005. Nestes testes é avaliada a presença de diversos metais na água, e sempre indicaram valores de alumínio dentro da legislação em todos Sistemas de Abastecimento de Água de Florianópolis.
“Já apresentamos à Vigilância Sanitária diversos resultados acreditados comprovando que os residuais de alumínio na rede de distribuição estão dentro dos parâmetros exigidos pela legislação”, ressalta o engenheiro José Luciano Soares, responsável pelo Setor de Qualidade de Água e Esgoto da Superintendência Metropolitana da CASAN.
Com base em um histórico de resultados das avaliações da água produzida pela Empresa, Soares contesta o estudo realizado pela empresa QMC Laboratórios de Análises em relação ao parâmetro alumínio. “Para que os laboratórios sejam capazes de produzir resultados tecnicamente válidos devem implementar a NBR ISO/IEC 17025, da ABNT”, ressalta o engenheiro químico.
Além disso o técnico lembra que os testes foram realizados a partir de coletas pontuais, no dia 8 de janeiro, em cinco pontos de Florianópolis. “Relatórios da CASAN apresentam um histórico de resultados de conformidades, que são muito mais representativos para uma análise geral da água fornecida em Florianópolis”, complementa. Em sua opinião, é uma irresponsabilidade causar temor entre a população, já que o valor máximo de alumínio de 0,2 mg/L, determinado pelo Ministério da Saúde, não é baseado em níveis que afetam a saúde dos seres humanos ou animais, mas para que não existam interferências em propriedades como odor ou sabor.
Soares lembra que o manual do Ministério ‘Boas Práticas no Abastecimento de Água: Procedimentos para Minimização de Riscos à Saúde para os Responsáveis pela Vigilância e Controle’ traz a informação de que não foi comprovado o efeito tóxico do alumínio no organismo humano. A publicação cita também que esse elemento é abundante na natureza e a exposição humana pelo consumo de água é relativamente reduzida.
Durante o controle de qualidade da Empresa, quando algum laudo de análise apresenta desconformidade com a legislação, medidas operacionais corretivas são tomadas de imediato, visando restabelecer os padrões estabelecidos na legislação. O aumento do alumínio residual pode ocorrer em períodos de forte precipitação, quando a quantidade do agente coagulante/floculante Sulfato de Alumínio é aumentada para remoção da cor e turbidez da água bruta.
O problema deverá ser equacionado com as obras de ampliação da Estação de Morro dos Quadros, que abastece Florianópolis, São José, Biguaçu, Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz. Em andamento, as obras incluem a implantação do equipamento chamado flocodecantador, que aumenta a capacidade de filtragem, garantindo a qualidade e a quantidade e reduzindo a turbidez em períodos de chuvas intensas. Com as melhorias a produção e a capacidade de tratamento de água serão ampliadas em até 50%, passando dos atuais dois mil para três mil litros por segundo. São investimentos de mais de R$ 13 milhões, em parceria com o Governo Federal, via PAC 2, e financiamento da Caixa Econômica Federal.
--
________________________________________
Gerência de Comunicação Social da CASAN
Jornalista responsável: Arley Reis – Jornalista Profissional
Fone: (48) 3221.5036 areis@casan.com.br