CASAN apresenta Plano de Investimentos à Comissão da Assembleia
Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Comissão de Meio Ambiente e Turismo da Assembleia Legislativa conheceu nesta quarta,3, o Plano de Obras e Investimentos da CASAN. Ao final de três horas de demonstrações e debates, o presidente da Comissão, Gean Loureiro (PMDB), se disse impactado com a quantidade de obras em andamento ou projetadas, que vão elevar de 19,6% para 47,6% a cobertura de esgoto em Santa Catarina até 2018.
O encontro se iniciou com a explanação do presidente da CASAN, Valter Gallina, que, acompanhado dos engenheiros Fábio Krieger e Rodrigo Maestri, mostrou no mapa todas as regiões e cidades que estão recebendo ou vão receber obras de esgotamento sanitário ou ampliação do sistema de abastecimento de água. O pacote de investimentos prevê um total de R$ 1,7 bilhão, em 47 obras de 31 municípios. O deputado Cesar Valduga (PCdoB) se disse orgulhoso com o tamanho e a consistência do projeto e sugeriu que a Comissão busque uma maneira de dar "ampla visibilidade" destes dados para todo o Estado.
Valduga também ratificou o alerta de José Mafra, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) que, convidado da comissão, mostrou aos parlamentares os riscos de municípios que "às vezes, por uma decisão unilateral de um prefeito" decidem deixar o Sistema CASAN mesmo sem ter condições de garantir a potabilidade da água ou de implantar sistema de saneamento básico na cidade. "Estamos tendo hoje mais uma prova de que municipalizar ou privatizar não é o caminho", enfatizou Valduga.
O deputado Neodi Saretta (PT) concordou com Valduga, mas solicitou à CASAN para "manter o ritmo" de gestão, não deixando retornar o que chamou de "descaso" que, no passado, teria estimulado comunidades a pedirem o rompimento das concessões. "Hoje a CASAN promete e cumpre. E investe. É só isso que a população catarinense deseja", simplificou, dando o exemplo da cidade de Concórdia, que aguarda há anos por obras de esgoto. "Felizmente agora esta obra vai se iniciar, pois há comprometimento da atual diretoria e de seu quadro técnico", complementou.
O exemplo de Criciúma foi citado pelo deputado Ricardo Guidi (PPS), para quem o cheiro exalado pela estação de tratamento de esgoto do bairro Santa Luzia e a repavimentação imperfeita de algumas ruas geram descontentamento e desconfiança na cidade. Valter Gallina reconheceu o passivo para com a população de Criciúma, relembrou que a CASAN está investindo "de forma pesada" em água e esgoto no município, mas sabe que ainda tem de aperfeiçoar o tratamento da estação de esgoto e se prontificou a ir à cidade ainda em junho para debater de perto todas as demandas. "Vamos lá relatar as providências que estão sendo tomadas pela força-tarefa criada para dar ainda mais atenção aos pleitos da comunidade", anunciou.
No seu aparte, o deputado João Amin (PP) fez inúmeros questionamentos, como o pedido de reajuste de 13% na tarifa de água, perguntou como está a parceria do Se Liga Na Rede (na qual os órgãos públicos se unem para estimular e fiscalizar as ligações na rede de esgoto), se interessou em saber quanto a CASAN arrecada em Florianópolis e quanto ela investe no próprio município e indagou sobre licenças ambientais. Apesar de encaminhadas por escrito, por serem inúmeras, o presidente da CASAN fez questão de responder rapidamente uma por uma, como a justificativa do pedido de reajuste da tarifa que, segundo Gallina, "leva em conta o INPC do período e os impactos do aumento de energia elétrica, nada além disso". Gallina lembrou que o alto impacto do preço dos insumos para tratamento de água, quase todos em dólar, e dos combustíveis não estão incluídos na planilha de justificativa do reajuste.
O deputado Gabriel Ribeiro (PSD) parabenizou o que chamou de "modelo ágil" de gestão e pediu um "carinho especial" da empresa para com os municípios pequenos e pobres, onde a mortalidade infantil ainda é alta. Os engenheiros da CASAN lembraram que está em fase final de negociação um financiamento do banco alemão KFW que, a se concretizar, vai subsidiar esgotamento sanitário básico nos 80 menores municípios. "Se isso ocorrer, até 2020 podemos chegar a uma cobertura de esgoto superior a 60% no Estado", disse o presidente.
Os deputados Antônio Aguiar, líder do PMDB, e Leonel Pavan (PSDB) prestigiaram o encontro, mesmo não integrando a Comissão. Aguiar observou que "a CASAN já não é mais o Patinho Feio" do governo, pois hoje "honra seus compromissos". E elogiou os colaboradores da CASAN. "Vejo sintonia de propósito entre empregados e direção. Isso é fundamental para o bom momento que esta empresa vive", comentou, no que foi seguido pelo deputado Maurício Eskudlark (PSD): "Vejo a direção com apoio de seus servidores e isso dá credibilidade a obras e projetos da CASAN".
Ao encerrar o debate, Gean Loureiro ouviu sobre as estratégias que geraram tranquilidade ao abastecimento de água no Estado durante o verão, curiosidade que ele manifestara na abertura da sessão. E após reiterou: "O sentimento desta Casa é de que a CASAN vive, sim, um novo momento."
Foto: Presidente Gallina mostrou investimentos que a CASAN está fazendo em todo o Estado. (ALESC)
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