Bióloga da CASAN estuda condição ambiental de rios da Região Oeste
O trabalho relata um estudo pioneiro sobre fitoplâncton em dois rios da Região Oeste de Santa Catarina, o Tigre e o Retiro. O fitoplâncton representa a comunidade de algas microscópicas que habita os cursos d´água.
Os rios estudados passam por áreas que têm uso e ocupação de solo bastante diferenciados, e além de serem aproveitados por agricultores da região atendem à demanda de abastecimento público da cidade de Chapecó.
“São riachos que drenam a segunda maior Unidade de Conservação de Uso Sustentável em Santa Catarina, a FLONA Chapecó, uma das áreas prioritárias para a conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade brasileira”, explica Fernanda.Segundo ela, o estudo revelou que os trechos protegidos pela floresta apresentaram água de melhor qualidade, o que resulta na presença de algas sensíveis à poluição, enquanto que nos pontos não protegidos pela floresta ocorreram algas tolerantes à poluição, como as cianobactérias.
A bióloga, que desenvolveu a pesquisa a partir de sua dissertação de mestrado em Ciências Ambientais, na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó).Fernanda explica que a partir do estudo das algas microscópicas é possível identificar a qualidade da água de rios e lagos. Por esse motivo, o fitoplâncton é utilizado como bioindicador ambiental. “Com a identificação e quantificação do fitoplâncton também é possível prever os efeitos de mudanças provocadas pelo homem nos ambientes aquáticos”, explica.
A quantificação de organismos aquáticos microscópicos na água de abastecimento público é uma obrigação legal exigida da Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde.
Para a CASAN é fundamental conhecer como está a qualidade da água bruta utilizada no abastecimento público, pois é a partir dessa informação que podem ser estabelecidas estratégias para o gerenciamento dos recursos hídricos.
O artigo foi elaborado com auxílio da orientadora de Fernanda, a professora da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Gilza Maria de Souza-Franco, doutora em Ecologia de Ecossistemas Continentais, assim como da professora Priscila Tremarin, da Universidade Federal da Paraná (UFPR), especialista em Diatomáceas, algas que ocorrem tanto em rios como no mar.
Criada em 1987, a Acta Botanica Brasilica é publicada sob responsabilidade da Sociedade Botânica do Brasil (SBB). A revista tem ampla visibilidade nacional e internacional.


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